s1
s2
s3
s4
s5
s6
s7
s8
s9
s10
s11

Lição 4: Guimarães: uma só vila, um só povo

header

Índice



Uma só vila, um só povo

A bipolarização da Vila do Castelo e da Vila de Guimarães permaneceu até ao tempo de D. Dinis. Apesar da cintura de muralhas, concluídas no tempo deste monarca, ter permitido que as duas povoações se tivessem tornado, de facto, numa só, continuaram, até ao século XIV, de direito, a subsistir independentes, tendo justiças e foros próprios.
umavilaO definitivo envolvimento, a favor da Vila de Guimarães, representou um desafio à função defensiva da Vila do Castelo.
Assim aconteceu aquando das guerras com Castela, no reinado de D. Fernando. Na marcha invasora, Henrique II de Trastâmara, depois de tomar Braga, precipitou-se sobre Guimarães. Aqui a defesa dos homens do burgo revelou-se, bem mais eficaz.
A recompensa não tardou. Vários agradecimentos régios ao burgo, ou seja, à sua igreja, ao seu concelho, e às suas gentes foram instituídos. D. Fernando, por carta dada em Coimbra, a 20 de Setembro de 1369, funde as duas vilas numa só, concede que a jurisdição dos juízes da Vila de Guimarães abrangesse a Vila do Castelo e extingue as quatro feiras anuais do Castelo, substituindo-as por uma semanal na Vila de Guimarães. No entanto, este monarca movido pelas reclamações dos habitantes do Castelo acaba por revogar estas medidas, em 1370, e, posteriormente, em 1372, restabelece os antigos privilégios da Vila Alta.
Volvidos 17 anos nada pode valer aos moradores da Vila do Castelo quando o seu alcaide, Aires Gomes da Silva, tomou voz por Castela contra o Mestre de Aviz. Tal ocorrência significou o fim dos privilégios e bons usos do Castelo, atribuindo ao burgo a supremacia jurisdicional.
Em 1389, D. João I ordenou que “daqui en diante seiam todos huü poboo e contribuam todos em todo como huü poboo”. Em resultado disso, mandou derrubar os muros delimitadores da vila velha e demolir a porta que marcava o dentro e fora de cada um dos núcleos. Reforçou as torres e as muralhas das sete portas. Nas mercês, haveria de privilegiar as gentes de Guimarães e, de um modo bastante generoso, os membros da Colegiada, os seus familiares, os seus caseiros e servidores com os privilégios das Tábuas Vermelhas.
A virgem Santa Maria, sob cuja protecção se haviam arrancado outras vitórias nacionais, associava-se, agora a Aljubarrota e, como tal, foi merecedora de um novo templo mais condizente com um centro de prestígio, cuja eficácia devocional o monarca reiterou.


Carta de D. Fernando concedendo graças e mercês ao Concelho de Guimarães

D. Fernando doa as terras de Vermoim, Felgueiras e Freitas ao Concelho de Guimarães; funde as duas vilas, Castelo e Guimarães, numa só; extingue as quatro feiras anuais no Castelo, substituindo-as por uma semanal na Vila de Guimarães.

8-1-3-12
Título: [Carta de D. Fernando concedendo graças e mercês ao Concelho de Guimarães].
Data: 20 de setembro, 1369, Coimbra.
Dimensão e suporte: 1 doc. (52x46cm); pergaminho.
Idioma: Português.
Cota: 8-1-3-12.


Carta de D. Fernando concedendo privilégios à vila do Castelo

D. Fernando confirma todas as graças, mercês e privilégios que foram outorgados pelos reis portugueses aos moradores da Vila do Castelo.

CHRF0010001
Título: [Carta de D. Fernando concedendo privilégios à vila do Castelo].
Data(s): 18 de junho, 1370, Santarém.
Idioma: Português.

- Chancelaria de D. Fernando, liv. 1, Fólio 63v
PT/TT/CHR/F/001/0001
"Imagem cedida pelo ANTT"
http://digitarq.arquivos.pt/details?id=3813658


Carta de D. Fernando concedendo graças e mercês à Vila do Castelo

D. Fernando manda que todos os carniceiros, peixeiros e padeiras vendam os seus produtos dentro desta vila e que se façam quatro feiras anuais.

CHRF0010002
Título: [Carta de D. Fernando concedendo graças e mercês à Vila do Castelo].
Data(s): 13 de agosto, 1372, Braga.
Idioma: Português.

- Chancelaria de D. Fernando, liv. 1, Fólio 63v
PT/TT/CHR/F/001/0001
"Imagem cedida pelo ANTT"
http://digitarq.arquivos.pt/details?id=3813658


Carta de D. João I dirigida às Justiças de Guimarães

D. João I ordena às Justiças de Guimarães para que não consintam que os rendeiros das sisas citem os moradores, lavradores e aldeões da Vila e termo e Guimarães.

8-1-3-14
Título: [Carta de D. João I dirigida às Justiças de Guimarães].
Data(s): 15 de janeiro, 1428, Lisboa.
Dimensão e suporte: 1 doc. (25x55cm); pergaminho.
Idioma: Português.
Cota: 8-1-3-14.


Carta de D. João I que une as duas Vilas de Guimarães

D. João I ordena que a vila de Guimarães e do Castelo se unam e que Guimarães e torne num só povo.

CHRG0002
Título: [Carta de D. João I que une as duas Vilas de Guimarães].
Data(s): 31 de dezembro, 1389, Guimarães.
Idioma: Português.

- Chancelaria de D. João I, liv. 2, Fólio 3v e 4
PT/TT/CHR/G/0002
"Imagem cedida pelo ANTT"
http://digitarq.arquivos.pt/details?id=3813665


Teste o seu conhecimento

- Que monarca que finalizou a cintura de muralhas em torno de Guimarães?
- Que monarca ordenou que “daqui en diante seiam todos huü poboo e contribuam todos como huü poboo”?
- Qual o nome da porta que dividia as duas Vilas?
- Que Rei associou a virgem de Santa Maria à vitória de Aljubarrota?

topo